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A artista

Aline Mac Cord é artista visual brasileira, baseada no Rio de Janeiro. Sua pesquisa investiga as relações entre seres, ambiente, memória e tempo, observando os vestígios deixados pelas diferentes formas de vida e sua permanência nos lugares. A partir de um vocabulário simbólico próprio, sua pintura articula matéria, gesto e sobreposição de imagens em uma arqueologia das permanências.

Sua prática é atravessada por experiências de campo e pesquisa em diferentes paisagens brasileiras. Na Amazônia, investigou grafismo indígenas e a arte tapajônica em pesquisa com o Mestre Jefferson; na Serra da Capivara, o contato com pinturas rupestres e vestígios de ocupações humanas milenares aprofundou sua investigação sobre tempo, memória e continuidade. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro constitui outro território recorrente de observação das relações entre sistemas vivos e suas marcas no espaço.

Participou de exposições em instituições como a FUNARTE, o Centro Cultural dos Correios, o Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro e a NowHere Lisboa. Em 2026, integra a exposição inaugural da Caså Lira, no Rio de Janeiro.

É formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), possui mestrado pela Columbia University, em Nova York, e desenvolve sua formação artística na Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

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Série Assobio Longo

Assobio Longo investiga o tempo como acúmulo. Nas obras, imagens, grafismos e materiais são acrescentados, encobertos e novamente revelados, como histórias que se depositam umas sobre as outras. Aquilo que desaparece da superfície não deixa necessariamente de existir: permanece sob as camadas que vieram depois.

A pesquisa incorpora também antigos sistemas de escrita, vestígios de culturas que atravessaram séculos e milênios. Entre eles está uma inscrição assírio-aramaica de Tell Fekherye, do século IX a.C., originalmente dedicada ao deus Hadad. Seu texto pede vida e longevidade, prosperidade para a casa e seus descendentes, proteção contra doenças e continuidade para seu povo.

Nas obras aqui apresentadas, fragmentos dessa antiga inscrição foram incorporados à própria construção da pintura. Algumas dessas escritas permanecem visíveis; outras foram parcialmente alteradas e encobertas pelas camadas posteriores, repetindo materialmente o processo que interessa à série: formas e significados podem atravessar o tempo, desaparecer da superfície e permanecer presentes.

Ao trazer essas inscrições para o presente, Assobio Longo não procura reconstruir as culturas que as produziram, mas observar aquilo que continua existindo depois delas - imagens, sinais, desejos e modos de compreender o mundo que sobrevivem e permanecem presentes, mesmo quando já não são compreendidos por nós.

Para mais informações, deixe seu e-mail de contato:

@aline.maccord

©2025 por Aline Mac Cord

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